– Minha dificuldade maior é nos meios de transporte. A largura dos bancos não é adequada ao tamanho das pessoas obesas. Quando entro em um ônibus, olho para todas as pessoas para procurar alguém mais magro e sentar ao seu lado. Isso caso não haja dois lugares juntos vagos. E, quando estou sozinha no banco, as pessoas costumam evitar sentar. Já até me acostumei com isso – relata Maria Inês Siqueira Farias, 29 anos, atualmente desempregada.
Recentemente, um decretado estadual obrigou as empresas de ônibus a destinarem pelo menos um acento especial para pessoas obesas em cada coletivo. O resultado, no entanto, não tem agradado àqueles que seriam os principais beneficiários.
– Esse acento é insuficiente para a demanda, pois se destina também a idosos e gestantes e quase sempre está ocupado – reclama Maria Inês.
As dificuldades de locomoção e o preconceito, somados aos problemas de saúde, têm levado mais e mais gente a procurar tratamento em clínicas especializadas. Moradora da Penha (Zona Norte), Regiane de Santana Félix, 43, relata o drama que vivia quando pesava cerca de 116 kg.
– Fiquei muito tempo dentro de casa, pois não aguentava sair na rua. Quando pegava um ônibus, ficava constantemente presa nas roletas e chegava a chorar quando não conseguia passar. Quando ia ao banco, me mandavam entrar em fila de gestante. Em shoppings, não conseguia sentar em cadeiras e bancos, pois eram todos muito pequenos – conta ela, que faz tratamento na Clínica de Cirurgia da Obesidade e Aparelho Digestivo, em Botafogo/RJ (Zona Sul). Regiane foi operada há sete meses e hoje faz acompanhamento médico para chegar aos 58 kg, peso compatível para os seus 1,59 m de altura.
- Se existem programas de proteção para o negro e para o homossexual, por que também não existir para o obeso? – questiona.
Portadora de uma lesão no menisco, além de outros problemas articulares no joelho, a aposentada Maria Cleonice Barros de Assis, 53, sofre.
– Nas ruas, nas filas e nos meios de transporte, as pessoas sempre reclamam que estou demorando. O mundo está sem paciência.
O problema de Solange Rodrigues, 60, é um pouco diferente. Apesar de não ter nenhuma dificuldade motora, ela – que é deficiente auditiva desde os anos 70, quando foi torturada durante a ditadura militar – relata dificuldade de lidar com outras pessoas, apesar de falar perfeitamente e fazer leitura labial.
– O surdo é tratado como idiota, pois muitos não falam diretamente com a gente – conta ela, que diz ter dificuldades para andar de metrô, já que o anúncio da próxima estação é feito por meio de alto-falantes."
Trecho do texto retitrado do site www.deficiente.com
Em 2004, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou lei prevendo adaptação progressiva para a circulação e acomodação de deficientes em ônibus. Em Ilhabela, porém, não existe adaptação ao modelo da atual linha de ônibus, os deficientes e seus acompanhantes sofrem com a espera, isso porque se na linha estiver circulando micro-ônibus no lugar do coletivo, a espera pode chegar até mais que 1 hora. Somente quem passa por estas situações diariamente é que podem dizer e eu sou um exemplo disso.
E os acessos nas calçadas? Pior e as Calçadas? e a Ciclovia que seria uma opção para cadeirantes? Sem acesso em muitos trechos ou trechos muito danificados, os cadeirantes ficam na dependencia de amigos, familiares ou taxistas para se locomover pois até hoje não existe em Ilhabela um veiculo de linha para transporte de cadeirantes, passageiros deficientes e com dificuldade de locomoção sofrem para entrar nos coletivos e até para encontrar ônibus equipados.
A Verdade é uma só: "só grita quem tá com dor"...se ninguém fizer nada, nada será feito.
Pense um pouco?!? eu também não imaginaria estar como estou, mais a vida me deu assim a oportunidade de lutar e jamais desejaria que você estivesse aqui no meu lugar, pois cada um tem seu fardo para carregar, mais se dividirmos para aliviá-lo ficará tudo ainda melhor par todos.
Abraços
Ricardo Severino

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